quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Da Saída do Aeroporto Dois de Julho

Então lá estava eu na minha amargura sentimental, escrevendo o post anterior quando ouço um “Bruno!?”. Era Rosana, uma amiga dos tempos de escola da qual gosto bastante. Engraçado que, nas horas de pânico uma voz amiga acalma qualquer um, não é? Mas ela estava indo para Portugal e não ia no mesmo voo que eu. Terminei meu post, minha mãe me ligou dizendo que já estava em casa (expulsei ela do aeroporto por conta da greve da Polícia Militar), me despedi dela e fui para a sala de embarque. Obviamente, um monte de gente desconhecida e, pela primeira vez, me senti atordoado. De um lado, tinha gente falando italiano, do outro, espanhol, do outro francês e eu pensando “o bicho vai pegar”. Gastei meus últimos centavos numa ligação para meu amigo Gilberto. Ou melhor, investi meus últimos centavos numa ligação maravilhosa. Ouvi sábios conselhos, ri para me acabar e ainda deu tempo para uma discursão ideológica (viva ao Tim Infinity!!). Quando chamaram para o embarque, me dirigi à fila e, pasmem, vi aquele sorriso enorme vindo em minha direção. Era Victória (Vivissemprelinda) que pegou o mesmo voo que eu. Se ouvir uma voz amiga num momento de pânico é bom, imagine pegar um voo de 12h com uma pessoa super maravilhosa?! Foi bom que tive com quem comentar que nossas aeromoças são muito mais bonitas do que as espanholas e falar da rabugentice destas últimas. Elas pareciam não querer estar ali...
O engraçado dessa viagem foi que eu sentei ao lado de um senhor que visivelmente tinha medo de andar de avião. Na hora de decolar, o avião tremeu um bocado enquanto estava subindo e teve uma hora que ele deu uma descidinha como se não tivesse aceleração o suficiente para decolar. Resultado, aquele friozinho na barriga igual a elevador quando desce e uma menina de uns cinco anos que deu um grito agudo e exclamou “vai cair!”. O senhor do meu lado agarrou a poltrona da frente como se sua vida dependesse disso. Tentei ler um jornal da Inglaterra, mas, além de ser chato (só sobre economia) eu estava nervoso demais. Resolvi dormi. Bom, caso vocês não saibam, eu tenho muita dificuldade de dormir em minha cama, imagine num banco de um avião?! Na chegada, a moça informou que estava fazendo 2ºC em Madrid. Para quem estava pensando num frio de -23ºC, 2ºC era brincadeirinha, não é? Uma porra! Eu saí pela porta de trás, ou seja, peguei o vento da turbina bem na cara. Parecia que minha pele ia ser fatiada pelo vento! Eu e Vivis corremos para o ônibus que nos levaria para o aeroporto propriamente dito. Aproveitamos e tiramos nossa primeira foto fora das Terras Tupiniquins.

6 comentários:

  1. Ai... Delícia esse friozinho na Barriga. Tá só começando!

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  2. Tô adorandoo seus posts biográficos.. Aconselho escrever um livro no final. Posso ajudar na edição! =D

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  3. tá tudo muito lindo!
    e eu tô muito boba; fato é, tô adorando genuinamente
    continue escrevendo sempre e sempre

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  4. Brunildo! Não imaginei que seu blog seria tão completo. Se vc continuar assim mal vou sentir saudade! =DD bjos

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